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domingo, 6 de julho de 2014

Poesia




Tenho de confessar que não sou grande fã de poesia. Sempre que abria um livro e via aqueles versos agrupados em estrofes, não sentia nada. Não me transmitiam as emoções que uma narrativa me faz sentir. Eu tinha essa "aversão" à poesia até ao meu último ano de secundário, quando começamos a estudar Fernando Pessoa.
Com Pessoa, comecei a perceber que este estilo literário não é só fazer rimas. Ele pode ter um sentido e passar uma mensagem mais forte, em quatro linhas que um texto narrativo não consegue em quatro parágrafos. Senti isso em poemas como o "Autopsicografia" ou o "Isto" que me fizeram por cérebro a trabalhar e a desenvolver novas questões que nunca tinha colocado a mim própria. Problemas como a intelectualização dos sentimentos ou a noção de felicidade. 

Autopsicografia 

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Posso então dizer que foi com Fernando Pessoa e os seus heterónimos, que comecei a prestar mais atenção à poesia. Ainda ando nesta fase de descoberta e ainda são poucos os poetas que me despertam interesse.

Vi este vídeo do canal Cabine Literária e não pude deixar de compartilhar com vocês pois mostra como a poesia pode ser bonita e interessante. Ela tem vários mecanismos para passar a sua mensagem, mecanismos esses que uma prosa não tem com tanta elegância. 

Comentem o que acham sobre este tema e se partilham dos meus sentimentos por este género literário. 

Beijinhos
Marina Pinho 

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